O Brasil é o quinto país do mundo no setor educacional, atrás apenas da China, Estados Unidos, Índia e Rússia. São 4 milhões de estudantes entre 18 e 24 anos cursando uma universidade, o que representa 20% do contingente total de alunos que poderiam estar na universidade. Analistas da área projetam um aumento deste número para 30% em 2010.
Contrariando outros países, no Brasil o setor responsável por este aumento do número de alunos será o privado; em 2008 são 3,8 milhões de alunos em faculdades privadas e 1,3 milhões nas públicas, em 2010, segundo as projeções, estes números aumentarão para 4,3 e 1,4 milhões, respectivamente.
A perspectiva da população em melhorar de vida cria uma demanda gigantesca por educação, principalmente no nível superior, as pessoas querem ganhar mais e ter um cargo melhor, no Brasil o diploma universitário pode proporcionar ao profissional um salário de até 2,7 vezes maior que o de um trabalhador sem diploma, há 30 anos este fator de multiplicação não ultrapassava 1,5.
Pesquisas apontam que a maioria dos estudantes que ingressarão nas universidades privadas pertecem às classes C e D, uma faixa da população que trabalha e precisa de crédito para financiar os estudos, que encontram no FIES uma alternativa de financiar até 100% da faculdade com juros e carências abaixo do mercado, e no PROUNI a melhor alternativa, pois são concedidas, em sua maioria, bolsas de 100% no ensino superior privado, além de um auxílio mensal de R$300,00 para alguns cursos. Mesmo com estes programas, o número de alunos atendidos fica bem abaixo da demanda, no caso do PROUNI os alunos não conseguem atingir a nota mínima no ENEM (45%), que é a prova base de ingresso no programa, e milhares de bolsas ficam ociosas, apenas no segundo semestre de 2008 são mais de 46 mil bolsas perdidas sem alunos aptos a consegui-las.
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